domingo, 16 de março de 2008

O preconceito musical




Bem galera, não tenho idéia de nada melhor para postar porque minha cabeça está cheia e meu tempo é curto. Mas vou compartilhar algumas reflexões que fiz essa semana e que acho que é sempre interessante discutir essas coisas. A questão do preconceito. Sabemos que seja lá do que for, preconceito não é uma coisa legal. Mas vou falar de um que eu vivo: o preconceito musical.

Eu fico puto com uma coisa: tem tanta porcaria por aí e as pessoas ficam me julgando pelo que eu gosto de escutar! Poxa vida! Eu vou citar um exemplo: o funk. Esse é um estilo musical que eu acho medonho, de mal gosto e porque não dizer uma afronta à capacidade humana de produzir coisas construtivas. Mas eu sei olhar os dois lados e conheço alguns funks que não têm aquelas letras baixas.
É a primeira vez que falo isso. E... tá certo que estou falando na internet, pra todo mundo ler, justamente a primeira vez que falo desse jeito. Mas há uma diferença básica entre o que falo de funk e o que as pessoas falam do que eu escuto. Eu não julgo o funkeiros e funkeiras e para tirar tais conclusões eu me dei ao luxo de ouvir um álbum inteiro. Então não é preconceito e sim um conceito formado. E tem um monte de coisa que não gosto e nem me dou ao trabalho de ouvir. Mas não fico julgando, até mesmo porque não tenho argumentos, afinal, não conheço!
Vamos falar às claras, então: Juliano, qual o preconceito que tu passas? Bem, eu gosto de ouvir Wanessa Camargo. Sei que quem leu isso explodiu em risadas agora e ficou pensando: "puxa vida, não tinha algo melhor para escutar?". Se você pensou isso, parabéns! Você é um preconceituoso! A não ser que você conheça realmente a carreira dela para tirar tal conclusão. Eu não vou defender ela aqui, pois não é o objtivo. Mas para que fique claro, Wanessa não é mais a mesma desde que gravou "O Amor não deixa", seu primeiro hit que, aí nem eu gostava da "filha do Zezé".
Eu digo isso pois existe na nossa sociedade alguns esteriótipos tais como: rock é coisa de jovens e adolescentes, funk e hip hop é coisa de puta e maconheiro, sertenejo é coisa de velho e por aí vai. Aí entra aquelas coisas do tipo: Wanessa Camargo é coisa pra criança, mulher e gays... Bem, até mulheres sofrem de preconceito. Já ouvi relatos de meninas serem chamadas de lésbicas por gostarem da referida cantora.
O que faz as pessoas pensarem isso? O que tem na cabeça das pessoas para dizerem tais coisas? A música é algo muito pessoal. Como o banho. Uns preferem mais quente, outros gostam mais frio. Uns mais demorado, outros desejam ser rápidos. É muito individual. Da mesma forma, a música reflete a nossa personalidade e a gente se identifica por uma série de fatores. Não existe um dia que a gente coloca um monte de CDs na nossa frente e escolhe o que a gente vai gostar e ouvir dali em diante. É por empatia, identificação. Quem fala atrocidades e define esses jargões para ouvintes dos diferentes tipos de música é porque não entende nada dessa arte.
Nenhum crítico musical fala de algo no achismo. Ele ouve para tirar conclusões. As pessoas deveriam começar a fazer esse exercício. Assim, quem sabe, todos se respeitariam mais e ouviríamos músicas de melhor qualidade no nossa dia-a-dia.

6 comentários:

Super Nada disse...

Bom... Meu Deus... O que dizer?...Calma cara, acho que você escreveu esse post cheio de rancor e ódio, mas...Concordo com você, quando diz que preconceito é horrivel, mesmo que eu tenha os meus. Concordo também, quando você diz que para dar opinião tem que ouvir...
Mas sei que na vida é assim: as pessoas tem seus preconceitos e nada vai fazer isso acabar. O preconceito de certas pessoas pode até diminuir, mas ele nunca vai acabar. Então continue ouvindo suas merdas e que se foda o mundo...

Mary West disse...

Ahh isso é o debate clássico na minha sala, tipow a questão é nem o estilo músical e nada, é mais uma questão do gosto, o que é ter gosto ruim? Acho q música ruim é aquela q naum acrescenta nada, tipow o créu, naum dá p/ pensar mais dançar...Pode ué! Sei lá, complexo demais, eu sou very preconceituosa com pessoas ecléticas, até pq acho q eles ouvem chitãozinho e pink floyd na mesma play list e isso me incomoda.

Adourei aki! ;*

Jaque disse...

Por acaso encontrei esse blog e por acaso me interessei pra ler esse post... Sabe aquele clichêzinho... "gosto é gosto, cada um tem o seu"? Pois é. Ele se encaixa perfeitamente por aqui. Se fulano ouve "créu", o problema é dele, é uma questão de se sentir bem. Que se danem os preconceitos. Abomino muitas coisas, como a Wanessa Camargo, mas isso é muito particular e não deve ser levado tão a sério, desde que ninguém desrespeite o outro.

;**

♥M@cellY♥ disse...

Olá....
toc toc...posso chegar? rss
Concordo plenamnete com vc... as pessoas não escutam-nos em nada e saem por aí nos julgando, nos rotulando... é uma pena.
Pena que o mundo seja tão diversificado em todos os sentidos e nibguém assuma isso de verdade...
Bom, gostei de ti.
Gosto de gente jovem escrevendo...
volto aqui...
bjinhus desde já.
Boa páscoa!

Leo disse...

Eu já fui preconceituoso pra caramba com relação a música. Hoje eu tô mais de boa, cada um ouve o que quiser. Só não me importunar, que eu não importuno também. Bem simples. Música pra mim tem que passar alguma mensagem, dizer algo. Se as músicas da Wanessa te dizem algo, continue ouvindo e deixe os preconceituosos pra lá. Eu não gosto. Mas gosto não se discute.
Até mais!

Fernanda disse...

Meu, Wanessa é legal. Eu adorava cantar e eu tenho mp3. Nao conheço o suficiente dela, mas sei que ela canta bem. E isso ninguem pode negar.
Povo é cheio de preconceito mesmo, eu tb sofro por musica tb. Eu deixo o povo tentar morder a testa e vou seguindo com minhas musicas, nao importando se gosto de tudo um pouco ou nao.
Liga, nao.
Bjus!